Videocast do Lá Vem o Enem discute os impactos da inteligência artificial e as novas carreiras da tecnologia
Videocast do Lá Vem o Enem discute os impactos da inteligência artificial e as novas carreiras da tecnologia Lá Vem o Enem/Divulgação Está no ar mais um e...
Videocast do Lá Vem o Enem discute os impactos da inteligência artificial e as novas carreiras da tecnologia Lá Vem o Enem/Divulgação Está no ar mais um episódio do videocast Lá Vem o Enem, que nesta quinta-feira (8) traz uma edição dedicada a discutir os impactos da inteligência artificial na aprendizagem dos estudantes e novas carreiras na área da tecnologia. O videocast está disponível nas plataformas digitais e tem como convidados Messias Batista, que é professor de Sistemas para Internet, Sistemas de Informação e Ciências da Computação, e Tiago Maritan, professor de Ciência de Dados e Inteligência Artificial, Ciências da Computação e Engenharia da Computação. A conversa foi mediada pelos jornalistas Diana Araújo e Felipe Lima. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp A discussão sobre o uso da inteligência artificial no cotidiano passa, antes de tudo, pela compreensão de que as formas de produzir conhecimento e realizar tarefas já mudaram. Assim como deixou de fazer sentido exigir textos manuscritos em um contexto marcado por ferramentas digitais, o desafio agora é entender como a I.A. pode ser incorporada às rotinas de estudo, trabalho e criação sem substituir o pensamento crítico, mas atuando como um recurso de apoio. “A gente pode pensar na inteligência artificial como uma ferramenta. Ninguém vai fazer um trabalho manuscrito e entregar um trabalho manuscrito, a gente usa a ferramenta de edição de texto porque ela foi utilizada para potencializar essa atividade que a gente precisava. Talvez a forma de como usar a inteligência artificial de modo que a gente não perca as capacidades que nos torna humanos e não perca nossa capacidade de desenvolvimento intelectual seja o ponto de questão para a gente tratar”, comentou Messias. Ao abordar a formação na área de tecnologia, os professores destacam que o ingresso em cursos como Ciência da Computação costuma vir acompanhado de expectativas específicas, especialmente em relação à programação. No entanto, a proposta vai além do domínio de códigos e envolve uma formação ampla, que prepara o estudante para diferentes caminhos profissionais e acadêmicos dentro do campo tecnológico. “Com certeza muito código. Mas Ciência da Computação abre um leque de possibilidades, tem sim um pouco de lógica, um pouco dos bancos de dados, da programação, da matemática, e tudo isso compõe um bom curso de ciência da computação. Outras universidades têm um enfoque um pouco diferente porque precisam que o aluno esteja preparado para a pesquisa. E os demais cursos surgem como um guarda-chuvas, como engenharia da computação, sistemas para internet, sistemas da informação”, disse Messias. Ao falar sobre a criação do primeiro curso de Engenharia de Robôs do Nordeste, na UFPB, Tiago Maritan ressalta o caráter inovador da graduação e o objetivo de formar profissionais com base sólida em tecnologia. “Por ser um curso de engenharia, é um curso mais longo, mas a ideia é que ele dê uma formação sólida para o aluno para ele entender os fundamentos, como programar um robô, como adaptar um robô para resolver problemas, a parte de inteligência artificial é muito presente. 60 a 70 por cento do curso é computação e inteligência artificial”, explicou Tiago. A proposta do curso combina fundamentos da engenharia com uma forte presença de computação e inteligência artificial, preparando os alunos para compreender, programar e adaptar robôs a diferentes desafios práticos e tecnológicos. Diante da variedade de cursos na área de tecnologia, surge uma dúvida comum entre estudantes sobre qual caminho seguir e como identificar a graduação mais alinhada ao próprio perfil. A escolha passa pelo entendimento das características de cada área, das atividades desenvolvidas ao longo do curso e das possibilidades de atuação profissional, o que torna esse momento decisivo para quem pretende ingressar no setor tecnológico. “O curso de Ciência da Computação é aquele curso que tem mais ligação com desenvolvimento de sistemas, programação de aplicativos, jogos. Se o estudante gosta de circuitos eletrônicos, desenvolvendo drones, sistemas embarcados, talvez seu curso seja mais engenharia da computação ou de robôs; se o interesse for análise de dados, inteligência artificial, visualização de dados, aí seria o curso de análise de dados”, orientou Tiago. Videocast do Lá Vem o Enem discute os impactos da inteligência artificial e as novas carreiras da tecnologia Lá Vem o Enem/Divulgação O videocast está disponível nas plataformas digitais do Lá Vem o Enem. Confira o episódio completo e aproveite para explorar outras conversas que podem ajudar você a planejar os próximos passos após o Enem. VÍDEOS: Lá Vem o Enem 2025